Se algum filme nacional estreiar, não se admire se você encontrar uma estória de enredo parecido com algum que você já viu na Tela Quente.Periferia, drogas, armas de fogo, violência, pobreza, sexo banalizado, dentre outras coisas. Tá, tá certo. É a nossa realidade no Brasil sim, mas é isso que vende lá fora, isso que é o engraçado.
Mas intimamente, EU não curto. Eu gosto do que me entretenha, não que me deixe pra baixo.
De volta às raízes do cinema brasileiro, encontramos o Brasil "cucaracha" de Carmen Miranda, ou as "Pornochanchadas"...
Não é de se espantar de que sempre o que venderam daqui desse país foram esteriótipos de "farra, tiroteios e samba", tudo misturado e sincronizado.
O "Auto da Compadecida" foi um filme legal, cultural. Mas aí veio em seguida "Deus é Brasileiro". Quase igual ao anterior. Na minha opinião, cansativo até umas horas. Outro quase igual também é "Lisbela e o Prisioneiro". Bah..
(O engraçado é que convidam atores cariocas pra fazer papéis de pessoas nordestinas. Eles são os únicos nordestinos que falam carioquês. Incrível.)
"Carandiru" foi outro filme-documentário que enfatiza a violência e a convivência entre presidiários. "Cidade de Deus" também, fatos reais de uma estória sanguinária.
Resumindo: quando eu ver que algum filme nacional não é tão clichê e esteriotipado, eu admito. Mas por enquanto...
Não vou dizer que não existem filmes legais e realmente interessantes. Existem sim. Por exemplo: Os filmes do Walter Salles e do Fernando Meirelles são ótimos em sua maioria. Principalmente os que são feitos lá fora. =]
E só pra constar, adorei o filme-biografia do Cazuza. O Daniel de Oliveira mandou bem mesmo, nos faz ter esperanças em dias melhores.
Mas existem aqueles filmes que deveriam ser queimados pra sempre. Como os do Didi, Xuxa, Angélica, Sandy e Júnior, Zezé de Camargo e Luciano... sem comentários.
Sobre os filmes lançados ultimamente, comento dois deles, "Gatão de Meia Idade" e "A Máquina".
O primeiro, parece ser uma constatação de que, o setor humorístico do cinema, ao invés de humor, está virando terror.
Exenplo: "Se eu fosse você" é mais um menos assim. Muito merchandising em cima mas é um humor de riso forçado. Atores globais nunca vão ser associados à celebridades...
O segundo é um atentado ao senso da boa fotografia e da ordem sequencial dos fatos. Não fala de violência nem pobreza, mas mostra tudo exatamente no cúmulo de sua feiúra. Além de ser confuso.
O melhor do cinema brasileiro está nos Curtas Metragens. Dignos de prêmios lá fora e tudo mais..
Mas não me taxem de anti-nacionalista quando ao invés de ver "Rocinha", eu for ver algum filme de super-heróis da Marvel Comics.
.jpg)







